A Black Friday é marcada pelos diversos descontos e ofertas oferecidos aos clientes. O evento é realizado, tradicionalmente, na última sexta-feira do mês de novembro, mas pode se estender, em alguns casos, por mais alguns dias. Neste ano, a data ocorrerá no dia 25 de novembro, cinco dias após o início dos jogos da Copa do Mundo (20 de novembro), e um mês antes do Natal (25 de dezembro). Nesse contexto, segundo uma pesquisa realizada pela Fecomércio MG, neste ano, 27,5% das lojas físicas do comércio varejista de Minas Gerais pretendem realizar ações para a Black Friday.
Para atrair o consumidor e aumentar o volume de vendas, os comerciantes pretendem adotar diversas ações para o período, com destaque para a aplicação de descontos, que deverá ser utilizada por 71,93% dos comerciantes. Desses estabelecimentos, 27,35% vão aplicar descontos superiores a 45,00% do valor dos produtos. A expectativa, para 15,65% dos empresários, é de que, com as ações do período, haja aumento superior a 50% no volume de vendas.
“A Black Friday vem tomando força, ano a ano, no cenário nacional, apesar de ter chegado ao Brasil em 2010. O período possibilita a movimentação de diversos setores do comércio e gera uma maior integração dos ambientes físicos e on-line das lojas. Não à toa, neste ano, 28,13% das lojas físicas atuarão na data, ao passo que 18,49% das lojas online irão realizar ações para o período”, afirma Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG.
Além dos descontos, os comerciantes querem investir em divulgação (10,53%), visibilidade da loja (9,65%), propaganda (8,77%) e em dar opção ao consumidor com maior variedade de marcas e produtos (4,39%). “Traçar boas ações para o período é de suma importância para o sucesso nas vendas. A Black Friday tem se tornado uma oportunidade para que os consumidores antecipem suas compras de Natal, aproveitando os descontos expressivos no período. Os empresários do comércio podem aproveitar esse comportamento para intensificar as vendas e fortalecer sua presença no mercado”, pontua Martins.
As principais ações serão realizadas pelos segmentos de móveis e eletrodomésticos (61,90%), tecido, vestuário e calçados (53,41), outros artigos de uso pessoal e doméstico (40,00%), entre outros. De acordo com Martins, “apesar das boas expectativas para a data, fatores como a crise econômica e o baixo fluxo do comércio (22,37%), o ano eleitoral (11,18%), o desemprego e a falta de dinheiro (9,21%) foram apontados pelos empresários como um dos motivos que podem impactar, de forma negativa, as vendas no período”.
A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 31 de outubro de 2022. Foram avaliadas 400 empresas, sendo pelo menos 38 em cada região de planejamento.

