A Prefeitura de Belo Horizonte inaugurou a primeira casa de acolhimento para gestantes e puérperas (em resguardo ou quarentena), em situação de rua na capital. A casa fica no bairro Betânia, na região Oeste, e tem capacidade para acolher até 20 mulheres, que poderão morar no espaço durante a gestação e puerpério, o que garante a elas, mães e bebês proteção social e acompanhamento médico no período.
O serviço busca preservar os cuidados dos bebês junto de suas mães e dar o direito à convivência familiar. No caso das grávidas, há o acompanhamento do pré-natal. E para as puérperas, são garantidos todos os cuidados pós-nascimento, considerando as diretrizes da Política de Redução de Danos, gerando a integralidade de proteção social necessária.
O trabalho social é feito pela equipe de referência da unidade. São mais de 20 trabalhadores, entre coordenação, cuidadores, assistentes sociais e psicólogos. Esses profissionais vão auxiliar no desenvolvimento da autonomia dessas mulheres em vulnerabilidade social, o que inclui a possibilidade de encaminhamento para vagas de emprego e acesso à rede de educação.
Outra estratégia é o encaminhamento para outros serviços, programas, projetos, benefícios socioassistenciais, acesso ao cadastro único para inclusão ou atualização, transferência de renda e demais políticas públicas, como saúde, esportes, trabalho e renda, cultura e lazer.
A gestão da unidade e a execução do serviço será realizada em parceria com a Agência de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais Sudeste Brasileira (ADRA). Os investimentos do município nesta unidade foram de R$ 541 mil, referentes à reforma do espaço, executada pela Sudecap. Para a efetivação do serviço continuado, o investimento será de R$ 1,37 milhão.
As equipes do Serviço Especializado de Abordagem Social e do Consultório na Rua que já acompanham esse público mapeia os casos de mulheres grávidas ou puérperas e faz o encaminhamento para o serviço daqueles casos que se encaixam na modalidade de atendimento.

